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Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Desde a compra da minha casinha que ando numa fase negra. Seria suposto esta nova fase trazer-me alegria e bem estar.

Deixei que os vários imprevistos me retirassem as forças e animo. Que me fizesse sentir incompetente e desmotivada até a nível profissional. Conseguem compreender se vos disser que sinto que sou uma ingrata ? Para com quem? Nem eu sei...

Com Deus, com o universo? Não sei.

Tanta gente sem emprego e eu a questionar-me...

Tendo eu um emprego seguro ( aparentemente), um emprego  de que gosto, sabendo eu que sou uma boa profissional e que muitos me consideram boa profissional como posso eu sentir-me frustrada profissionalmente? Como posso eu questionar se este é o caminho que quero seguir?

Necessito urgentemente de me sentir viva, com a garra que sempre tive, que o meu coração passe a trabalhar normalmente (sem as pancadas aceleradas) e descobrir o caminho certo.

 

 

Quando iniciamos a compra de casa e decidimos fazer obras para melhoramento e meti na cabeça que só depois delas prontas é que para lá ia. Esqueci-me que os planos normalmente saem furados. E saíram.

As obras atrasaram, como todas as obras e para não pagarmos mais um mês de renda de casa resolvemos mudar antes de tudo estar pronto. Faltava apenas colocar o chão no corredor e num dos quartos. Nessa altura já tínhamos trazido quase todas as coisas que cabiam nos carros. Passei a ter a casa antiga apenas com os colchoes no chão, mobiliário pesado e os electrodomésticos. Já a nova passou a estar neste estado 

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Depois de alguns dias em que a decoração da sala era com caixas, caixinha e caixotes, sacos e saquinhos finalmente ficou pronta.

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...de desaparecer um tampo de cozinha com mais de 2 metro, dentro do armazém?

Muito reduzida, certo?

Errado!

Então não é que recebi um telefonema da loja onde mandei fazer a mobília a dizer que o tampo da cozinha tinha dado entrada, mas não o encontravam. E que agora tinham de mandar fazer outro o que provavelmente iria atrasar uma semana.

Não sei se chore se ria.

 

Não gosto de monotonia e ando sempre tão eléctrica que costumo dizer que durmo ligada à corrente, tal é a minha energia, mas neste momento necessitava de desligar essa "corrente" e não posso.

As obras da casa estão a deixar-me louca cansada e sem tempo para fazer o que gostaria.

Não tenho tempo para o meu blog, nem para o blog clube dos gatos. Não tive tempo para ir a este encontro que tanto gostava. Não tenho tempo para visitar os blogs que tanto gosto. E não tenho tempo para estar de papo para o ar no sofá.

Nas semanas anteriores a minha vida esteve repleta de tintas, azulejos, mudanças de morada e parece que assim vai continuar nos próximos meses tempos.

Ah e o pedreiro? 

O homem vai fazer com que eu rebente de stress.

Já esperava que a compra de casa e as obras trouxessem muita dor de cabeça, mas tanta como estou a ter não imaginava.

Hoje telefona-me o Miguel a perguntar se estou em casa, pois o pedreiro estava na rua e precisava que lhe fossem abrir a porta. 

- O quê deixou novamente as chaves dentro de casa?

-Parece que não. Diz que não a consegue abrir. 

Lá fui eu a dizer palavrões (por este andar vou direitinha ao inferno).

Desta vez o homem não teve culpa e sim o Miguel.

A ultima vez que o Miguel lá foi fechou a porta com varias voltas e a chave do pedreiro só consegue abrir com duas voltas como tal ficou na rua.

Estou a pensar que o melhor é ir à bruxa.

Os nervos e a ansiedade instalaram-se por aqui.

Dizia ontem o Miguel "Joana vive este momento tão importante para nós, sem stress e sem nervos".

Gostava tanto de o conseguir fazer, mas pensar em escritura, obras e mudanças deixa-me nervosa.

As próximas semanas serão passadas entre emprego, escolha de azulejos, mosaicos, moveis, tintas e pedreiros.

Obrigado senhorio por nos obrigar a passar por tudo isto!

Tal como eu ontem previa o negócio da compra da casa foi por agua abaixo.

Desilusão é o que sinto. Desilusão por ter criado algumas expectativas e não se concretizarem, desilusão com a forma como todo o processo decorreu e desilusão com o avaliador.

Então não é que o homem avaliou aquilo quase como se fosse uma barraca?

 

Depois da chamada de ontem da imobiliária (sim, a saga da casa continua) para reunir comigo fiquei com a certeza que a coisa não vai correr bem e muitos nervos irão aparecer.

À conta dessa certeza hoje o meu pequeno almoço foi completado com um sedoxil (abençoado).

Não quero ser pessimista, mas infelizmente como as coisas têm corrido não tenho muitas duvidas de que o negócio não se irá concretizar.

Daqui ameia hora já saberei

Estou tão irritada, mas tão irritada que quem me aparecer à frente vai desejar fugir.

Depois de uma noite de trabalho, venho  a casa num instantinho tomar um banho, vou à cabeleireira e quando chego a casa oiço pingar. Como já tinha acontecido mais vezes vou direitinha aos 2 quartos e vejo o chão repleto de agua. Respirei fundo, disse uma caralhadas e atiro toalhas de banho para ensopar a agua. 3 Toalhões para cada quarto. Já vi rios com menos agua.

Tudo isto porque quando chove e faz vento a agua entra pelas calhas das janelas.

Das vezes que tinha falado com o senhorio sobre o assunto tinha-o feito muito calmamente, mas hoje já fui um bocadinho menos simpática. Afinal a renda é paga todos os meses sem atraso.

Isto duma gaja chegar a casa a querer dormir e ter de andar de rabo para o ar a apanhar agua deixa qualquer um à beira de um ataque de nervos.

Parece-me a mim que não vou ter tanta paciência como tive com esta situação .

Será azar, será macumba ou será apenas será coincidência viver 2 vezes a mesma situação?