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Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Durante alguns anos dizia que quando fizesse 50 anos queria uma comemoração diferente, algo como uma festa surpresa. Os 50 já cá estão e não aconteceu nada disso. As peripécias dos últimos meses deixaram-me sem animo para grandes comemorações. Ainda assim a noite anterior foi especial.

Decidimos utilizar a noite anterior como data de comemoração, afinal eu faço anos à meia noite e vinte, portanto não era uma comemoração muito antecipada.

Estávamos indecisos entre alguns restaurantes novos que abriram na zona quando o Miguel me diz " e que tal voltarmos ao Lagar do Avô ?"

Fiquei tão feliz por se ter lembrado de um lugar tão especial para nós num dia tão especial para mim.

Foi neste restaurante que praticamente começou a nossa história. Tínhamos-nos conhecido uns dias antes na empresa onde eu trabalhava e em que a dona era sua amiga. Tinha havido logo uma empatia enorme, um sentimento do qual não sei explicar, mas que me fazia sentir bem...segura...mulher...

Todos os dia aparecia por lá, conversávamos muito especialmente sobre a sua vida em Israel. Fazia-me rir, coisa que à muito não não acontecia. Tinha 30 anos, mas sentia-me velha, feia e nada inteligente. Uns dias mais tarde a minha patroa marcou um jantar neste restaurante para comemorar um negócio que a empresa tinha feito.  Além de ter convidado os colaboradores convidou também o Miguel. Era uma espécie de despedida já que ele iria voltar para Israel dai a uns dias. 

Foi depois do jantar que ele se declarou e que eu respondi " aquilo que sinto por ti é apenas amizade e tu sabes que sou casada e feliz". Naquela altura não era nada daquilo que eu queria dizer, mas era aquilo que eu sabia que tinha de ser dito. Afinal ele iria embora dali a uns dias e aquele sentimento tão forte que eu também sentia e não sabia explicar ia desaparecer e eu ia voltar à mesma vida infeliz que vivia à 11 anos.

3 meses depois demos o nosso primeiro beijo e iniciamos a vida em conjunto. 5 Anos depois voltámos aquele restaurante para casarmos e 15 anos depois voltámos para comemorar os meus 50 anos.

Há locais que nos marcam e este é um deles.

 

 

 

 

Por aqui é dia de aniversário.

49 já cá cantam. É verdade que o corpo mudou, algumas gorduras instalaram-se e não querem sair, o apetite aumentou, as dores nos ossos também, a vista piorou, mas não me sinto nada com esta idade.

É inevitável olhar para a idade e pensar que já estarei a menos de metade da vida. A não ser que o acordo que fiz com os santinhos se mantenha e assim chegar acima dos 100.

Pois claro com saúde, com alguma genica e a viver a vida como tenho sabido viver.

 

 

Resultado de imagem para bolos aniversario decorados

Imagem retirada daqui

 

 

Digo-vos que a preparação dos 2 jantares deixaram-me de rastos e a pedir que o fim de semana se prolongue por mais 2 ou 3 dias.

Na sexta como já tinha previsto não dormi depois da noite de trabalho. Depois do pequeno almoço preparei a pá de porco para assar no forno. Tive quase a arriscar esta receita da Mula , mas esquisita como é a filhota achei que era melhor não arriscar no sabor a laranja. Acabei por fazer um assado normal acompanhado com um arroz de cenoura e uns legumes salteados.

Depois da carne temperada coloquei as mão na massa do bolo. Como não sou um horror nada prendada para doces resolvi fazer a massa do bolo de iogurte, recheei-o com doce de abóbora e pêssego fatiado. No final envolvi-o com natas

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Já que estava em maré de doces fiz o de 3 sabores. Esse é daqueles que sai sempre bem 

( A colher era dispensável)

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Faltava-me fazer o pior. Ainda ponderei deixa-lo para o sábado de manhã, mas achei que mais valia deixa-lo pronto na sexta. Falo do bacalhau com natas. 

Fiz 5 tabuleiros e diga-se que estava muito bom (ainda sobrou um que foi congelado).

Deixei para sábado os patés de atum e de delicias do mar com coentros e sem coentros.

Como tinha sobrado claras tive a triste ideia de fazer um molotof. Não tive coragem de tirar foto tal era o estado do dito cujo. Como é que é possível estar alto lindo e maravilhoso e no final ficar tão mirradinho?

A filhota decidiu comprar mais uns doces (que sobraram e aqui estão para serem comidos durante a semana).

O bolo de aniversario foi personalizado e posso dizer que ficou lindíssimo e delicioso

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 resumindo, o aniversario de comemoração dos 26 anos da filhota deixou-me feliz por ter corrido bem, mas de rastos com tanta trabalheira.

Desejo que para o ano seja comemorado na casa dela. É sinal que já me desamparou a "loja". 

 

 

 

 

 

 

 

Acabadinha de fazer noite, o corpo pede cama, mas conhecendo-me o melhor é colocar as mão na massa. Sei que com tanta coisa para fazer não ia conseguir dormir.

Tenho um jantar para preparar e um bolo para fazer. E como sabem que adoro cozinhar (not) estou aqui a tremer de tanta ansiedade felicidade.

Os convidados são os meus pais e a minha ex sogra. Ainda por cima o raio da mulher é das melhores cozinheiras que conheço.

Como se não bastasse ainda tenho de preparar o jantar de sábado para cerca de 11 pessoas.

E perguntam vocês "mas porquê 2 jantares?

Porque é o aniversario da minha filhota e segundo ela alguns amigos não podiam vir na sexta.

 Cá para mim é a desculpa para me meter o fim de semana na cozinha.

 

Cá por caso o dia é de ansiedade, alegria e comemoração.

O Miguel está de viagem a pouca horas daqui, como tal o meu coração está apertadinho à espera que chegue bem.

É dia de comemoração do seu aniversário, ainda que tivesse sido ontem.

À espera dele irá estar este bolo

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O bolo irá estar à espera dele dentro da caixa envolvida com varias camadas de fita cola e com o aviso "Não mexer". Espero que seja suficiente para o impedir de o ver antes da minha chegada.

E porque a vida nem sempre é como queremos apenas o posso abraçar quando acabar o turno.

 

Depois de alguns percalços relacionados com a chegada da mala no mesmo voo em que o Miguel vinha, lá o pude abraçar. Chegou com 5 horas de atraso, mas chegou bem e isso foi o mais importante.

Finalmente pude trincar o bolo que estava uma delicia e abrir as prendas. Adorei tudo o que me trouxe.

Sou uma sortuda.

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