Felizmente tudo correu bem no hospital. Livrei-me dos pólipos que se tinham multiplicado a um ritmo alucinante ( de 3 passei para 10) e ganhei uma ulcera. Agora aguardo o resultado da biopsia.
A cena do hospital mais parecia um drama e eu claro a actriz principal.
Cheguei muito mais cedo, o que foi um erro pois o tempo que estive sentada à espera deu para imaginar todas as hipóteses possíveis para que corresse mal. 1 hora após a hora marcada lá me chamam. A enfermeira fez-me algumas perguntas e eu apesar de fazer um esforço para não começar a "mijar" pelos olhos não consegui. Um míni dilúvio abateu-se naquela sala. Já mais calma sou levada para um quarto com varias camas aonde vesti aquela bata horrível e deitei-me à espera. A enfermeira veio colocar-me o soro, coisa que doeu ainda mais tendo de ser picada 2 vezes. Mais uns minutos de espera e lá vou eu para a sala dos horrores. Nesta altura já eu estava com os olhos repletos de agua e com um nó na garganta. Estava a médica, a anestesista, a enfermeira e uma auxiliar todas elas a meterem-se comigo. Mais uma vez não consegui evitar e lá veio mais um dilúvio.
- Então que se passa?
- Estou nervosa e cheia de medo.
- Não vai custar nada.
-Não vou mesmo sentir nada?
Antes que a médica me respondesse a auxiliar diz-me:
- A chorar dessa maneira não há anestesia que pegue.
-Ai não me diga isso que eu já não faço o exame.
- Eu estava a brincar.
Dão-me a anestesia e passado 1/2 minutos começo a sentir a cabeça esquisita e só me lembro de perguntar "sinto a cabeça pesada é normal?" e ela me responder "É exactamente isso que se quer".
Apaguei completamente e quando acordei já estava no recobro. Sem dores e sem me lembrar de nada.
Hoje continuo sem dores, apenas com uma ligeira impressão na garganta e a língua um bocado lixada. Nada que não passe.
Obrigada ao pessoal que esteve a torcer por esta piegas sem emenda.