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Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Certo que este país não nos dá segurança, não nos faz acreditar num futuro melhor, não nos dá a tranquilidade que ansiamos, que nos faz pensar (e fazer) em abandona-lo, que nos faz ter medo do futuro dos nossos filhos, mas dizer que devíamos voltar atrás no tempo para o antes do 25 de Abril de 1974 deixa-me doida.

Ontem ao ouvir uma conversa entre duas pessoas, que andariam à roda dos 60 anos tive de me controlar para não lhes perguntar:

-Têm a certeza que preferiam voltar para o tempo de Salazar?

-Aquele tempo em que não podiam abrir a boca para falar de nada sem ter medo da Pide?

-Aquele tempo em que não podiam estar com a conversa que estavam agora?

-Aquele tempo em que as pessoas tinham de dividir uma sardinha para 3 ou 4?

-Aquele tempo em que as crianças saiam da escolas (as que podiam ir) aos 7/8 anos para irem trabalhar?

-Aquele tempo em que não havia dinheiro para calçado e andavam descalços?

Muitas mais perguntar poderia fazer, não que tivesse sentido na pele o que era viver nesse tempo, mas recordo muitas das conversas das minhas avós e dos meus pais e é por isso que ainda que este país nos faça desanimar e que nos faça afastar de quem amamos eu não gostaria de voltar atrás no tempo.

 

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