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Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Depois da morte do pai e passando apenas 22 dias morre a filha.

A minha prima tinha 52 anos e há cerca de 3 anos "ganhou" um cancro. Neste espaço de tempo sofreu muito e segundo a minha mãe a grande maioria das vezes ainda conseguia dar um sorriso. Nesses 3 anos teve de saber lidar com uma colostomia, teve de saber lidar com a colocação do saco de Colostomia (imagino que nada fácil de aceitar), teve vários internamentos e acabou os dias numa Unidade de Cuidados Continuados, onde acredito ter sido tratada com dignidade e que fizeram tudo para que não tivesse dores. Nesses 3 anos, também viu nascerem 2 netos, que infelizmente não poderá vê-los crescer devido a esse monstro maldito chamado cancro.

Hoje irei acompanha-la à ultima morada.

 

 

 

 

 

 

3 comentários

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    marrocoseodestino 16.06.2015 06:12

    Se não estou enganada uma altura fizeste um post sobre o sofrimento desta maldita doença e do "alivio" quando tudo acaba.
    Sim, Novembro ainda está perto.
    Um beijinho
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    Paulo Vasco Pereira 16.06.2015 20:18

    Não tenho coragem para verificar se o escrevi enquanto post mas é muito provável pois é uma ideia que defendo. Enquanto via o meu pai no caixão, sabia que pedir para que ainda estivesse vivo era um ato de puro egoísmo e de cinismo extremo. Se gostamos ou sentimos dor por ver o outro a sofrer e neste caso a apodrecer, como podemos querer que continue vivo? Não, não pode ser. Morto estava tranquilo. Importa ressaltar o magnífico trabalho do Sr. da funerária pois caso contrário... O caixão teria que estar fechado. Seria impossível olhar e o corpo estava já em decomposição em vida.
    Cada luto é um luto. Em princípio, se como nós forem e dado a semelhança dos cancros seguidos, é agora que os familiares próximos precisam que lhes dêem a mão. Os visitem com flores (as mulheres adoram, eu detesto), vão com eles conversar, os tirem de casa e ajudem com a aberração da documentação que exigem preenchida em 3 semanas, se não estou em erro, quando mal forças temos para caminhar. Nós entregamos tudo nas mãos de uma solicitadora muito competente mas mesmo assim ainda tivemos que ir aqui e ali. É um vazio que não sei explicar, Joana.
    Ainda agora, a minha mãe tem se comportado de forma completamente neurótica. Cuidar da minha avó com Alzheimer, sabes como é. Mas a minha avó é meiga. Apenas em crise nos perturba. O que se passa? Está prestes a fazer um ano que ele foi fazer o autotransplante que definitivamente o matou. Eu desenvolvi um burnout que me tem obrigado a baixa médica. Precisas de uma palavra amiga em contexto de trabalho e nem um obrigado... Odeio o cancro.
    E ainda há quem pense que este se transmite como uma gripe!
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