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Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Durante a viagem de regresso ao hotel combinamos que iríamos logo até ao mar, mas instalou-se uma pequena tempestade e a coisa ficou em aguas de bacalhau. Uns ventozitos, umas trovoadas e a coisa ficou por ali.

No dia seguinte praia, muito mar e algumas preocupações. Sim, porque aqui a menina nem de ferias deixa de ter algumas dores de cabeça. Como o Miguel diz "se não tens motivos para preocupações tu arranjas maneira de as ter". Confesso que até tem razão.

Bom... a minha preocupação dizia respeito à excursão que faríamos no dia seguinte. O passeio de lancha estava a deixar-me em pânico. Ele dizia-me "é pá já andaste e sobreviveste". Pois já tinha andado, mas não tinha gostado nem um bocadinho e dai a umas horitas ia sentar o cú novamente na porra do barco que parece que voa tal é a velocidade que atinge.

No dia seguinte estava um Jipe à porta para nos ir buscar. Ali começava a nossa a ventura, a nossa e mais 3 alemães e 1 argentina.

O primeiro local foi a Praia El Coral para fazer snorkeling. Tinha oferecido algum equipamento ao Miguel para essa pratica e no dia anterior eu tinha praticado e a coisa tinha corrido bem. Estava entusiasmada, mas quando o monitor nos diz que íamos nadar a uma distância de cerca 200 metros da costa e a profundidade era de cerca 5/6 metros ia-me dando uma coisinha. Euzinha sem pé? Nem pensar. Resultado enquanto todos foram para o mar eu fiquei em terra. Fiquei com raiva de mim, pois a miúda argentina também não sabia nadar bem, tinha medo de nadar sem pé, mas tinha tido a coragem de ir e eu não tinha.

E a raiva que senti quando ouvi as descrições sobre os peixes e sobre os corais?

Seguimos para a Cueva. Uma gruta com um lago onde se podia tomar banho nas aguas frias. Tinha decidido nem que ficasse congelada eu teria de ir dentro de agua. Desci os 100 degraus e ali estava eu dentro da agua fria (ainda assim não tão fria como as nossas).

Seguimos para o meu pesadelo, o passeio de lancha no rio Canímar. Se eu já estava mal pior fiquei quando soube que quem ia pilotar aquilo éramos nós. O meu pensamento foi "estou tramada" (confesso que esta não é a palavra correcta). O Miguel nunca tinha pilotado um barco e a argentina também não, portanto aquilo iria correr mal, achei eu. Por mais que me tentasse controlar as lágrimas saltaram. Não queria ficar em terra, mas também não queria ir. Entrei e não vi nenhum colete, não que eu acreditasse que vestindo um e caindo à agua me salvasse, mas não queria arriscar. O colete apareceu e lá fui eu mais tensa que uma tábua com o Miguel a conduzir (devagar para eu não morrer de medo), a chorar a maior parte do tempo e a chegar ao final e ter vontade de bater em mim própria. Prometo que na próxima oportunidade que surja de andar novamente num barco não volto a fazer "fitas" (espero não me arrepender da promessa).

Pegámos nos jipes e lá fomos por entre caminhos esburacados e pelo meio do selva mato seguimos para a próxima para aproxima paragem, a quinta Lá Dionisia.

Uma quinta de 1820, onde fomos recebidos pela pessoa que está a gerir a quinta, um senhor de 89 anos e que conheceu um dos últimos escravos que a quinta tinha tido.  Além de ter sido recebido por esta pessoa fomos recebidos por algo que me fez arrepender de ali estar e com vontade de fugir.

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