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Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Quem vê as minhas fotos com o crocodilo ao colo pensa que sou uma corajosa, mas não é verdade. Não que o bicho não fosse verdadeiro (muitas colegas acharam que era embalsamado), além de bastante pesado tinha umas unhacas grandes, uma boca enorme ainda tinha os dentes bem afiadinhos, mas para quem pegou naquilo e depois de ver uma sardanisca faz uma cena num sitio publico não pode ser chamada de corajosa.

Sardanisca, osgas e coisas do género causam-me nojo e pânico. A pele que me parece áspera (bem, também achava que os crocodilos o fossem) e a rapidez com que trepam paredes fazem-me ficar possuída. Em Cuba esses bichos são comuns com muita pena minha  o que me faziam andar sempre de olhos bem abertos. Sempre que me deitava nas espreguiçadeiras o chapéu era visto quase à lupa e a minha roupa nunca ficava pendurada nele, não fosse algum desse bichos nojentos entrar na minha roupinha. Ah,  quando estava sentada os meu pezinhos raramente estavam no chão, pois sentir algo a passar neles iria fazer com que todos ficassem a olhar para mim. Apesar de todos estes cuidados acabei por ser a protagonista de uma cena ridícula.

Fomos tomar o pequeno almoço e como sempre coloquei a mochila em cima da cadeira e fui buscar a comida, quando cheguei agarrei nela e quando a ia pendurar na cadeira salta-me uma coisa destas

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lá de dentro. Fiquei de tal maneira em choque que não consegui gritar, apenas atirei a mochila ao chão. O coração parecia que a sair da boca e só sosseguei depois da bicha ir embora e do Miguel retirar todas as minhas tralhas e eu verificar que não havia mais nenhuma. O pequeno almoço foi passado a vigiar o chão, nada me garantia que ela não voltasse para se vingar da corrida em osso expulsão. Já de saída pego na mochila a medo e quando vejo os cordéis que a fecham pareceram-me ser uma bicheza. Bom...dou um grito, a mochila voa e repito vezes sem fim "que nojo, que nojo está aqui outra". Todos olharam para mim e olhem que aquilo estava cheinho de gente.

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Digam-me que não estou louca e que os cordelinhos parecem mesmo uma bicheza.

 

 

 

 

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