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Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Quando a medica chegou, vinda não sei de onde perguntou à auxiliar " Já telefonou para o informático?

A resposta deixou-me de boca aberta " Não atendeu. Saiu às 5 horas".  Eu sabia que ela não tinha ligado, mas fiquei caladinha. Apenas queria ser consultada e ir embora daquele local que mais parecia um hospital de doidos.

-Saiu? Ainda à pouco tempo falei com ele.

Mandou-me entrar no consultório e diz-me " Estou a trabalhar à 2 dias e já estou de rastos. É impossível trabalhar assim".

Agarra no telefone, marca um numero e começa a bater com ele na mesa. Uma, duas, três e quatro vezes. Naquela altura tive a certeza que aquilo seria para os apanhados. Uma medica que me deu um puxão de orelhas sem eu ter alguma culpa, uma medica que berra, uma auxiliar que não faz o que a medica mandou e diz que fez e para finalizar ainda vejo a medica a bater com o telefone na secretaria. Só poderia ser para algum canal de TV.

Do outro lado da linha alguém falou e tive a certeza que estava a falar com o tal informático. Ora se assim era presumi que a auxiliar iria ter problemas com a mentira.

A medica irritada tentava provar ao homem que aquilo não estava a funcionar e que não podia sair do consultório de cada vez que tinha de chamar um doente. A irritação dela era evidente e via-se que aumentava. Vira-se para mim e diz-me " se faz favor chame-me a auxiliar".

Por momentos pensei em dizer-lhe "vá lá a Drª", mas levantei-me feito um cordeirinho e fui à procura dela. Encontro-a agarrada à esfregona e digo-lhe " a medica mandou-me chama-la. Deve de achar que sou filha dela ou moça de recados". Chegada ao consultório ainda está ao telefone diz-lhe "com que então já tinha saído? Engraçado estou a falar com ele". " Telefonei mas como ninguém atendeu pensei que tivesse saído às 5". A medica ainda lhe disse algumas palavras menos simpáticas, mas com razão, diga-se.

No final do telefonema diz-me que assim é impossível de trabalhar, que ninguém quer trabalhar e que a vontade dela é pegar nas coisas e ir embora.

Eu estava enervada e irritada com todas aquelas situações, mas tinha de dar razão à medica. Trabalhar sem condições e com pessoas que não se esforçam para que as coisas corram bem deixa qualquer um à beira de um ataque de loucura.

Quanto à consulta propriamente dita foi feita e com o diagnostico que estava tudo bem com os meus olhos. 

Sendo assim parece que vou ter de voltar à medica de família para me enviar a outra especialidade e ver se descobrem o porquê da visão turva e psicadélica.

 

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