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Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Tenho andado ausente, não porque não me apeteça escrever, mas os meus horários, a estadia do Miguel por cá, a ida dele, as arrumações da casa, as dores de estômago e a ida ao medico têm-me deixado sem tempo.

Ontem foi dia de ida ao medico, não por causa do estômago, que vai-se recompondo aos poucos, mas devido à visão psicadélica .

Devo dizer que fiquei impressionada com a rapidez com que fui chamada ao hospital. 1 mês após a medica de família ter enviado a credencial fui atendida. Recordo-me de ouvir as pessoas falarem que estavam meses à espera por uma consulta. Das 2 uma, ou não há doentes ou há mais médicos.

Antes da hora marcada lá estava eu com a inscrição feita e mal me tinha sentado já estava a ser chamada. Fizeram-me os exames normais que fazem no oculista e mandaram-me aguardar  informado-me que me chamariam novamente pelo mesmo numero. Fui lendo uma revista e olhando para o ecrãn não fosse chamarem-me e eu não ver. Creio que uma meia hora depois entra na sala de espera uma medica, com sotaque estrangeiro e pergunta, com voz irritada pelo numero 0666. Ninguém se acusou e ela diz " Não estão atentos?". Novamente não se ouviu ninguém e ela com a voz ainda mais irritada pergunta " Quem é a Joana Maria?". Ora Joana Maria era eu, mas não era o numero que ela tinha chamado, mas ainda assim levanto-me e digo "Sou eu". Nem me deixou acabar e diz-me em tom autoritário " Não está atenta ao ecrãn?". Em espaço de segundos pensei "Ai santíssimo sacramento que isto vai correr muito mal".  Respirei fundo e disse-lhe que apesar de me chamar Joana Maria não tinha o numero que ela tinha chamado e mostro-lhe a senha. Manda-me entrar para um corredor onde estão os gabinetes médicos e começa aos berros a chamar o nome de alguém. Deduzi que seria alguma auxiliar ou enfermeira. Depois de varias tentativas frustradas e aumentando o volume lá diz alguém "ela já foi embora".  "Então venha cá você".

Naquela altura recordei-me da minha consulta de dermatologia no mesmo hospital e ao comparar o momento achei que tinha o condão de trair médicos tão simpáticos .

A auxiliar aproximou-se com cara de que não lhe apetecia nada e pergunta-lhe o que se passava. 

- Telefone para o informático e diga-lhe que o numero que eu chamo no computador não é o mesmo que aparece no ecrãn.

- Mas já se telefonou e o problema é da maquina onde se faz a inscrição...

-Não quero saber. Telefone e fale com a pessoa.

Vira as costa e vai embora. Eu ali fico no corredor a barafustar coisas do género "isto vai correr muito mal", "a mulher é doida", " acordou mal disposta e eu é que vou pagar". A auxiliar sorri para mim e faz sinal como quem diz "haja paciência".

Pensei que ela iria pegar no telefone e fazer o que a medica lhe tinha ordenado, mas pegou na esfregona e continuou na limpeza.

Ali estava eu à espera e a pensar se aquilo não seria uma cena para os apanhados. 

 

 

 

 

 

 

 

2 comentários

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    marrocoseodestino 07.01.2017 22:01

    O marido já foi. Desta vez parece que passou rápido. Os meu horários desta vez foram terríveis. Felizmente tinha marcado uns dias de ferias.
    Os médicos também se danam com as condições com que trabalham por vezes. Esta que me atendeu era compreensível estar louca.
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