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Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Aqui a escrava apenas tem um fim de semana de folga por mês e gostamos de o aproveitar (se bem que ultimamente o meu desanimo me faz querer ficar em casa), seja com um passeio, um almoço, um jantar ou passar o fim de semana todinho fora de casa. 

Como Miguel tinha um evento desportivo em Peniche decidimos que iríamos dormir por lá. Normalmente cada um faz as suas pesquisas e depois juntamos-nos e decidimos em conjunto. Desta vez por culpa dos meus horários horríveis foi o Miguel que acabou por escolher e fazer a reserva.

Vi fotos, vi a confirmação da reserva e fiquei descansada.

Chegámos ao Almagreira Surf Hostel e dirigimos-nos para a recepção. A porta não abria, a campainha não tocava e o telefone que tocava e ninguém atendia. Achámos muito estranho, eu dizia que já tínhamos sido enganados e ele a achar que aquilo era de algum surfista que estaria no mar.

Fomos falar com um conhecido lá da terra que arranjou o contacto do proprietário. A resposta que obtivemos foi "O hostel está fechado à mais de 1 ano".

Eu não queria acreditar que no que estava a ouvir e na minha cabeça surgiam muitas questões: Como era possível reservar algo por um site conhecido e não existir à tanto tempo?, E o dinheiro que já tínhamos pago quem devolvia?, Onde iríamos dormir?

Felizmente a pessoa que conhecíamos arranjou onde ficarmos e a troca não nos desiludiu e pudemos usufruir do fim de semana.

Senhores proprietários quando têm estaminé e encerram-no não se esqueçam que há regras a cumprir; cancelar as contas nos vários sites de reservas. 

Verificámos que a quantia não tinha sido descontada (ufa!!)

 

 

À uns meses o meu irmão e a esposa vieram passar uns dias a Portugal. Não altura não foi possível encontrarmos-nos. Uns dias mais tarde, já se tinham ido embora, a minha mãe telefona-me e diz-me " O mano deixou aqui uma coisa para ti, parece uma garrafa de vinho. Quando passas aqui para a vires buscar?"

Disse-lhe que passaria entretanto. Perguntei-lhe pelo meu pai e diz-me " foi a casa do M. levar uma prenda que o teu irmão deixou para ele." 

Achei muito estranho e pergunto-lhe " O mano deixou uma prenda para ele? Que estranho, eles não têm ligação e já não se vêm à anos"

-Pois não. O teu pai e eu também achámos estranho, mas a mulher do teu irmão disse que uma era para ti e a outra era para o M.

Uns dias mais tarde ao telefone agradeço a garrafa ao meu irmão e ele pergunta-me se o bolo era bom. Fiquei confusa e digo-lhe "Bolo? Que Bolo?

- A mãe não te deu um bolo?

-Não, mas não te preocupes. Se calhar esqueceu-se.

De repente lembro-me do tal presente para o M e pergunto " tu deixaste-lhe algum presente para o M?

- Para o M? Mas porque havia de deixar? Já não nos vemos à anos?

Estava explicado, a nossa velhota mais uma vez tinha feito confusão.

O meu irmão falou com ela e ela continua a jurar a pés juntos que a mulher dele é que fez confusão. Portanto a culpa é da minha cunhada (que não conhece a pessoa em questão) e não da minha mãe.

Felizmente o engano não foi grave e ainda deu para rir ( cá em casa)

 

Já aqui tinha contado que a minha mãe está a ficar confusa, mas a coisa está a piorar e muito. Já fez exames e os médicos dizem que estas confusões fazem parte da idade. É verdade que trabalho à vários anos com idosos e estas confusões são "o prato do dia" mas a verdade é que quando são os nossos é mais difícil de aceitar.

Esta semana conversávamos sobre um familiar que mora no estrangeiro e que tinha chegado de ferias.

Mãe- Ele está praticamente cego e os médicos dizem que não o podem operar.

 Eu- Não podem? Então porquê?

Mãe- Tem Alzheimer e os médicos dizem que com essa doença não o podem operar.

Eu- Não podem? Engraçado nunca tinha ouvido falar que uma pessoa com essa doença não podia ser operado aos olhos.

Mãe- Pelo menos em França não operam. O teu pai também tem essa doença...

Eu- O meu pai tem essa doença? Desde quando?

Mãe- Já à muito anos. Não te lembras de ele andar muito tempo nas consultas em Coimbra?

Eu- Sim lembro, mas quem disse que o meu pai tem Alzheimer?

Mãe- Foi o medico lá em Coimbra. 

Fiquei ali a pensar nas consultas de especialidade que ele teve em Coimbra e se me tinha escapado algo. De repente faz-se luz e pergunto-lhe " Mamã tu sabes o que é Alzheimer?"

Mãe- Claro que sei, é a doença nos olhos.

Eu- Tu não estás a querer dizer Glaucoma?

Mãe- Ah pois é isso mesmo. Oh filha não ligues, é a minha cabeça.

 

...à fulana que que tem uma profissão que adora, que recebe o ordenado a tempo e horas,  mas que sente que essa mesma profissão a está a "matar"?

...à pessoa paciente e compreensiva que está a dar lugar a uma pessoa, impaciente, intolerante e com mau feitio?

...à pessoa que tem uma vida familiar boa, com momentos maravilhosos e que ainda assim parece não chegar?

...à pessoa que alcança objectivos e não fica realizada?

 

 

Gosto de cumprir prazos e não sou pessoa de deixar para a ultima coisas que têm de ser feitas, mas desta vez esmerei-me . 

O IRS já foi submetido.

Aguardo agora o reembolso e desejo que seja tão rápido como foi submetê-lo.

Lendo este post da Mula lembrei-me de uma situação que aconteceu à umas semanas.

O Miguel não vem almoçar a casa e almoça num restaurante perto do emprego. Um destes dias saiu do carro, deixando-o estacionado relativamente perto do restaurante e quando se ia aproximar do carro viu que tinha a porta com uma brutal pancada. Ainda procurou o possível culpado, já que tinha a certeza que era um carro azul, pois era essa cor que ficou na porta. Ninguém viu e mesmo estando atento nos dias seguintes não encontrou o culpado.

Perante isto questiono-me, tal como a Mula se à remédio para a humanidade?

Já agora vou aproveitar para deixar um recadinho à alminha que causou o acidente, não vá a pessoa ler este post e eu deixar a oportunidade de lhe agradecer.

Obrigada por nos fazeres chamarmos-te todos os nomes possíveis e imaginários, obrigada por termos de colocar um elevador novo, já que o vidro deixou de abrir e principalmente um grande obrigada por nos obrigares a despesas extras. 

Ah e um obrigada não menos importante por me obrigares a andar a pé, quase uma semana já que o Miguel teve de levar o meu carro enquanto o dele esteve na oficina.

Gostava tanto de te conhecer...para te partir as trombas!

 

 

Sexta feira fui jantar fora e vivi uma situação que veio reforçar a duvida que já tinha em relação ao que se passa com a humanidade, em especial com os homens.

Já estávamos sentados quando chegou um casal com 2 crianças, uma com cerca de 13 anos e outra com uns 3 anitos. Sentaram-se na mesa ao lado da nossa e não me recordo de os ter ouvido conversar até ouvir a voz do homem bastante alterada e a insultar a mulher. "Cabra" e afins, tal como todo o palavreado possível e imaginário. Inicialmente achei que estava a falar com alguém ao telemóvel, não que isso fizesse com que a situação tivesse desculpa, mas quando tive a certeza de que estava a falar para a mulher fiquei chocada. Eu e o Miguel olhávamos um para o outro como que a perguntar se aquilo seria a serio. Numa determinada altura oiço a mulher a dizer "não sou tua mulher" e resposta dele "pois não, és só a gaja que eu sustento".

Houve alturas que achei que ele ia partir para a violência física. Eu olhava para ele a tentar que se envergonhasse e parasse com aquelas provocações, mas ele parecia possuído.

Acabaram por ir embora e inevitavelmente ficámos a falar daquela situação. As perguntas que eu fiz e ainda faço é o que aconteceu aquela mulher depois de estar longe dos olhares de outras pessoas. E as crianças? Como se sentem a ouvir aquele homem a insultar a mãe? O que poderia eu fazer para parar com aquilo?

Espero que aquela mulher nunca faça parte desta longa lista.

 

 

 

 

À precisamente 1 ano vim aqui desejar boas festas e manifestei o desejo de regressar aos blogs rapidamente. Infelizmente não voltei tanta vez como gostaria e as vezes que voltei ( a grande maioria) não foram para escrever sobre situações divertidas, infelizmente. 

1 ano inteiro carregado de situações que me atiraram ao chão varias vezes. Não me recordo de 1 ano tão mau e tão duro, mas quero acreditar que o ano de 2019 vai ser melhor. 

Festas felizes a todos 

20181224_123854.jpg

Nota: A gata Maria Pipoca não está na foto porque infelizmente já não está entre nós ( um dia contarei o que aconteceu)

 

 

À 2 semanas tinha telefonado para a seguradora para saber em que situação estava o reembolso da algumas despesas que tinha tido. A pessoa que me atendeu disse-me que que já se encontrava no departamento financeiro para ser pago. Fiquei contente com a resposta, pois claro. 

Na semana passada resolvi telefonar novamente, pois tinha passado uma semana e nada da transferência. A resposta foi que estava a ser analisado. Contei-lhe o que tinham dito no anterior telefonema, mas ela manteve a mesma resposta "está a ser analisado".

Hoje resolvi ligar novamente pois já tinha passado mais uma semanita e nada de dinheiro na conta.

Diz-me " Já está no departamento para ser pago"

Questiono-a sobre quem falava a verdade e conto-lhe o que me foi dito no primeiro e no segundo telefonema.

A resposta dela foi " então mas é a mesma coisa"

- A mesma coisa? Para mim são coisas completamente diferentes.

Responde-me que dizer que esta a pagamento ou que esta a ser analisado é exactamente o mesmo.

Estou farta de pensar e não consigo entender o mesmo que ela. Aliás vejo uma diferença enorme.

Alguém me quer dar uma ajudinha e explicar-me melhor?