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Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Por aqui fazem-se os últimos preparativos para ir de ferias.

Parece que o snoo não quer ficar.

A vontade de o levar é muita até porque ainda não está o "meu gato", apesar de já brincar e de não estar tão prostrado. 

Sei que vai ficar em boa companhia (com a minha filhota), mas o nosso coração vai apertadito.

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Já passaram 5 dias desde que aqui cheguei. Se há uns dias pedia para o relógio andar mais rápido agora peço para parar.

A viagem correu bem, o mar estava calminho, não andei com o colete, mas não tirei os olhos dele. 

Entrar no barco com o carro não é para todos. A distância entre as paredes do barco e o carro são milímetros.

O Miguel sempre me disse que os marroquinos nascem com mãos nas buzinas dos carros e tive a prova na saída do barco. Imaginem dezenas de carros em varias filas à espera de ordem para saírem e todos a apitarem. Todos não, pois o Miguel estava quietinho.

Chegada à cidade e à avenida principal que vai para nossa casa diz-me o Miguel " É melhor ter cuidado porque aqui nesta zona fazem-se as maiores barbaridades que se possam imaginar". De repente passa um carro à nossa frente vindo de um cruzamento passando 6 faixas e passando um duplo continuo. Ali estava a prova que tínhamos chegado a Marrocos.

Tirando a loucura do transito não me queixo de nada.

Continuo a adorar a casa e a senti-la minha, adoro ir à janela e ver os camelos, as ovelhas, os gatos e os cães. Ver gente com hábitos diferentes dos meus e roupas diferentes das minhas. Adoro ir à compras sozinha e misturar o francês, português, espanhol, árabe e fazer-me entender. Adoro ir ao restaurante onde o Miguel vai com frequência e sentir que o tratam como família e que apesar de não me verem com frequência me tratam com carinho.

Fazem falta os meus gatos.

Sinto falta da minha filha, mas sei que faz-lhe bem eu estar longe. Tenho a certeza que a vai fazer crescer como mulher.

 

 

 

 

 

 

Depois de ler este post da mula lembrei-me de uma cena triste aqui da "Je".

No dia anterior a irmos de ferias resolvi pintar o cabelo de preto azulado ( Esta minha pancada com o cabelo e mudanças de cor continua), convém referir que tinha o cabelo pelos ombros. Sai da cabeleireira satisfeita e ansiosa para mostrar ao mundo a minha mudança. 

Fizemos a viagem de noite e chegámos ao hotel de madrugada. Como ainda era cedo para fazer o check in e a piscina FELIZMENTE (já vão perceber o porquê desta palavra) estava fechada fomos até à praia. A temperatura da agua era demasiado boa para desperdiçar uma banhoca e vai dai dou um mergulho. Bem...não foi bem um mergulho, mas acabei por me molhar toda. Ao sair da agua vejo o Miguel e o casal que estava connosco a olharem para mim e a rirem. Não estava a perceber nada e não estava a gostar. O Miguel perguntou-me "caíste num balde de tinta preta?"

Imaginem a cena: Euzinha linda e maravilhosa a escorrer tinta preta (azulada, diga-se) pelo meu belo corpinho.

Dou graças a Deus da piscina estar fechada, pois certamente teria de ser despejada à minha conta.

O resto do dia foi passado com a cabeça de baixo do chuveiro para que a tinta saísse toda.

Portanto se querem pintar o cabelo com cores fortes sem passarem vergonhas pintem-no uma semana antes de irem de ferias.

 

A cor era mais escura, mas o tamnho era este.

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Uma das minhas leitoras( é pá pareço uma pessoa importante) pediu-me para dar a minha opinião sobre o escritor Nelson DeMille e o livros que levei para ferias, este .

Não me recordo quando comprei o primeiro livro dele (" Força Divina"), mas foi ao acaso. Peguei nele numa ida ao hipermercado e depois de ler a sinopse achei que iria gostar.

Não me desiludiu e neste momento já vou no 4º livro e pela pesquisa que fiz ainda tenho muitos para ler.

Gosto da forma como escreve, como me consegue envolver na história e como me faz querer ler sem parar.

Os livros têm romance, espionagem, suspense e humor.

Na semana em que fomos de ferias levámos 3 livros e 2 deles foram lidos. Na viagem agarrei "Quando a noite cai" e dei-lhe um grande avanço, depois em 2 dias acabei-o. Entretanto o Miguel acabou " O Leão" e foi a minha vez de o ler. Antes do regresso a Portugal já estava lido. 

"O Leão" é o seguimento do "O jogo do Leão". O primeiro conta a história de um atentado terrorista feito por um Líbio (Khalil) em que mata todos os passageiros e tripulantes de um avião. A história segue com o agente John Corey e a sua parceira a tentarem descobrir quem o fez e o porquê. Um dos principais motivos é vingar a morte de toda a família num ataque feito por pilotos americanos Foi escrito em 1999, mas parece que estamos a ler sobre a actualidade (infelizmente).  

Khalil regressa, ou melhor o Leão para acabar de matar quem estragou os seus planos e para levar a cabo um plano terrorista de um outro grupo aliado.

Quanto ao livro "Quando a noite cai" conta a história da explosão de avião em que um casal de amantes filma toda a tragédia. Durante a investigação são ouvidas centenas de pessoas. A grande maioria acha que é um atentado, mas isso é algo que o governo quer ocultar. John Corey e a sua, agora mulher vai reabrir a investigação...

 

Teresa Ricardo, já ando à procura de mais livros dele, no OLX.

 

 

 

 

Uma das partes chatas de ir de ferias é fazer a mala, certo?

Não, não vou de ferias novamente (com muita pena minha).

Não é novidade de quem aqui costuma passar que é uma tarefa que me deixa ansiosa, mas pior fico quando tenho de fazer a mala para alguém que não eu.

Pois, calhou-me faze-la a um idoso e agora estou aqui ansiosa para passarem os 15 dias e saber se estava tudo o que deveria de estar ou se a família não me irá chamar de louca atendendo à quantidade de roupa que lá meti.

Deus me livre e guarde para não ter de fazer mais nenhuma.

 

 

Todos os anos é a mesma coisa quando chega a hora de fazer a mala.

Como nunca consigo decidir-me o que levar acabo por levar quase tudo e no regresso digo sempre "para o ano levo menos". Pois este ano estou exactamente com o mesmo dilema. Parece-me que levo roupa para o mês inteiro. Como se costuma dizer "antes a mais do que a menos".

Daqui umas horinhas (muitas) espero estar esparrameirada ao sol, com uma bebida na mão e os pés de molho.

Até daqui a uma semana. Espero que o avião me traga sã e salva.