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Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Dirigi-me ao banco para assinar papelada e a pessoa que me atendeu diz-me que como não tinha a certeza se era necessário certidão de nascimento, ou certidão de casamento, ou se não era nenhuma delas iria telefonar para o departamento próprio.

Fiquei tão incrédula tal como a moça do banco. Não sabiam dizer, pois dependia do caso. Explicou varias vezes qual era o caso e mesmo assim a resposta do fulano foi " depende".

Bem, parece que depende da pessoa que for avaliar o processo.

Poderia ir já tratar do assunto, mas tal como a pessoa que me atendeu disse poderá ser dinheiro deitado for. O melhor é aguardar. 40 euros é dinheiro.

Este episódio fez-me recordar este assunto e este  em que não me souberam dizer o que fazer e o resultado foi ter pagar um montante enorme que daria para umas belas ferias 

Por este andar este blog passa a ser o muro das lamentações, das minha lamentações.

Tenho uma boa e uma má noticia e o melhor é começar pela boa.  O Miguel depois de ter estado sem se conseguir mexer, tendo eu de lhe prestar todos os cuidados básicos da vida diaria no primeiro e segundo dia, já foi trabalhar. Uma dor terrivelmente forte obrigou-o a parar durante quase uma semana. Apareceu assim do nada, sem fazer esforços, sem grandes movimentos, apenas se baixou para tirar as chaves do carro.

 

Assim do nada parou tudo, ou melhor parou tudo o que não tinha a ver com o Miguel. vir com ele para casa praticamente com as mesmas dores com que foi para o hospital e depois de lá ter estado 6 horas não foi fácil . Vê-lo na cama sem se poder mexer fez-me pensar que a qualquer momento perdemos o bem mais valioso que temos. A nossa autonomia.

Arranjei um anjo disfaçado de enfermeira para lhe vir dar as injecções a casa e um anjo disfarçado de fisioterapeuta para lhe fazer massagens, shiatsu e Auriculoterapia (com esferas magnéticas). Todo estes conjuntos de tratamentos fizeram com que ao 2º dia já se conseguisse levantar, apesar de muita dificuldade e ao 3º já tinha apenas uma ligeira dor.

Portanto com ele a coisa está no bom caminho, mas como as coisas por aqui tem sido abanões atrás de abanões agora foi a vez do Snoo.

Na sexta feira começou a sangrar de uma das narinas. Aquela que tinha uma pequena feridita que eu achava que era o cancro a voltar. Infelizmente estava certa. No sábado foi ao veterinário que apesar de não ter feito exames confirmou o que já suspeitamos. Informou-nos das hipóteses que tínhamos. Fazer quimioterapia, que serve para atrasar o avanço, mas sem certeza alguma. Fazer Crioterapia, que serve para destruir os tecidos anormais, mas também sem garantias, pois depende da área com a doença. Avançar para a cirurgia, amputando parte do nariz que embora também não seja garantido que não volte é o que tem uma maior percentagem de ser bem sucedido.

Há ainda a hipótese de não fazer nada e deixar o Snoo viver até onde for possível.

Neste momento vemos um gato mais carente, embora tenha muitos períodos de brincadeira e doideira do costume.

A parte pior é sangramento que apesar não ser constante quando corre acaba por sujar cobertas do sofá, chão e ederdons.

Saímos do veterinário com cirurgia marcada para 4ª feira, mas depois de muito pensarmos, muito pesquisarmos e termos falado com algumas pessoas que passaram pelo mesmo já não sabemos o que fazer.

Já sofreu tanto com as cirurgias que não sei se tenho forças para o ver sofrer novamente. E pior saber que certamente o cancro irá voltar novamente acima do olho. Já se nota a cor mais rosada e com um sinal ainda que muito pequeno de ferida.

Haverá gente que ao ler este post irá dizer "qual é o drama, é apenas um gato", mas é um gato que faz parte da família há 13 anos(mesmo que fosse há 1, 2 ou 3). É um gato que apenas não fala a nossa língua, mas que nos entende e que se faz entender perfeitamente. É um gato que nos deixa a casa cheia de momentos fantásticos, além dos pelos, claro.

Estamos de rastos...

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Ainda não fiz o IRS, mas já me está a dar algumas dores de cabeça. O ano passado o Miguel ainda tinha alguns rendimentos de Portugal, uma vez que só foi para Marrocos em Maio, agora este ano todos os rendimentos dele vieram de lá. Fizemos algumas pesquisas na net e como ficámos com algumas duvidas fui até à repartição de finanças para as tirar.

A senhora que me atendeu para facilitar, segundo ela mandou-me uma data de folhas imprimidas para eu ler e tirar as duvidas. 

Depois de as ler estou exactamente com as mesmas duvidas e não me parece que valha a pena voltar lá.

Estou a ver que a vinda dele na próxima semana será passada no Site das Finanças e certamente intervalando com algumas idas até lá.

Dai-me paciência!

 

 

...tentar levantar 400 euros no multibanco, ter lá dinheiro suficiente e ler a mensagem com qualquer coisa do género  " montante máximo para levantamento 200 euros". 

Levantei os primeiros 200 e tive de fazer o mesmo ritual de enfiar o cartão novamente para sair mais 200. Além de demorar mais tempo ainda tive de ouvir alguns suspiros de pessoas impacientes que estavam na fila, além de ouvir uma a dizer (ainda que num tom baixo) "parece que está no casino a jogar nas maquinas". Sem eu dizer uma palavra olhei para ela com olhar fuzilador, mas que acredito que a tenha feito entender que a estava a mandar "pastar".

Se alguma alminha me quiser tirar a duvida sobre o porquê de apenas ser possível levantar 2 montantes de 200 em vez de 1 de 400, agradecia muito. É que tenho estado a puxar pela mioleira e não consigo ver lógica nenhuma. 

Umas semanas antes do ano acabar deparei-me com uma situação que me fez pensar nos idosos (e não só) que têm de apresentar IRS e não têm computador ou não sabem mexer nele, ou não têm dinheiro para pagar a quem lho faça.

Há alguns anos que sou eu que faço o IRS dos meus pais, mas tenho-o feito em papel. Ora como este ano resolvi fazer via internet e pedi-lhes para irem às finanças pedir para lhe enviarem as senhas.

Segundo a minha mãe a senhora que os atendeu parecia que estava a falar chinês. Dizia palavras que ela nunca tinha ouvido e outras que apesar de as ter ouvido não sabia o que queriam dizer. A velhota vinha muito mais descansada porque a senhora tinha escrito num papel os passos a dar para pedir as senhas. Foi neste momento que pensei nas tais pessoas que não percebem nada disto e não têm ninguém para os ajudar. Sim, segundo a minha mãe a senhora das Finanças disse-lhe que tinha de pedir alguém para a ajudar pois ali só lhe podia tirar duvidas.

Ora mesmo que continuasse a fazer o IRS em papel, teria de ir ao portal das Finanças verificar as facturas. Logo precisaria das senhas. Se não fosse eu e não podendo contar com a ajuda da funcionaria como iriam fazer?

Não será obrigação dos funcionários das Finanças ajudar quem não sabe? (não digo que a falha seja dos funcionários, mas antes das ordens)

Haverá por aqui algum contabilista?

 

 

 

 

Hoje não quero saber dos refugiados, não quero saber das criancinhas que não têm o que comer, não quero saber dos velhos que são abandonados, não quero saber se há pessoas que dormem na rua...apenas gostaria de saber como se tira a desilusão, a dor e o medo dentro de mim.

Como falar com alguém que gostamos muito e a confrontamos com algo grave que descobrimos e que temos quase a certeza que nos vai afastar? Como vou sobreviver a isto?

Estou um caco...por não saber o que vai acontecer e por chegar à conclusão que não tenho ninguém com que possa desabafar. Aliás tenho o Miguel, mas neste momento o facto de estar longe faz-me achar que não o deverei fazer.