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Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Marrocos e o destino

A ida do maridão para Marrocos trouxe muitos imprevistos, peripécias, aventura e muitas saudades. É aqui que irei tentar "expulsar" os medos, as tristezas, as alegrias e as saudades.

Há muito tempo que falava em conhecer a aldeia do Piodão, o que acabou por acontecer este fim de semana.

Não sou nada fã de alturas, muito menos de estadas estreitas, com muitas curvas e com alturas medonhas. Confesso que fui o tempo todo com o coração apertadinho. 

Gostaria de ter feito este passeio antes do verão e antes dos incêndios que assolaram aquela zona. Foi com um nó na garganta que imaginei o pânico que os moradores das aldeias sentiram nos dias dos incendios. Foi triste ver a paisagem toda preta em vez de verde.

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Apesar da viagem assustadora e da paisagem não ser a que gostaria, chegar à aldeia valeu a pena.

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Ontem fui ver como estava o coração e nada teve a ver com o amor e dia dos namorados. A coisa não anda a funcionar bem e a medica achou por bem mandar fazer exames.

Tive de ficar nua da cintura para cima e não foi isso que me deixou desconfortável, mas sim a forma como passava a mão no meu corpo.

Não consegui ter a certeza se era intencional, mas achei que em alguns momentos exagerou.

Fez-me voltar aos meus 11/12 anos e a esta historia

 

 

Apesar do desanimo já estava a mentalizar-me que não teria alternativa de partir as casas de banho até encontrar o problema. O meu canalizador já tinha falado com o pedreiro quando alguém se lembrou que se poderia recomeçar a pesquisa num dos apartamentos que estava com obras na casa de banho. Afinal ela era uma das "vitimas" da fuga. 

Depois do buraco feito verificou-se que estava cheio de agua que aparentemente escorria da tubagem dos esgotos. Fizemos varias descargas das minhas 2 casas de banho e a agua aparecia no tal buraco.

 

Nos dias que se seguiram sempre que ia à casa de banho e utilizava agua ficava com a consciência pesada. Sabia que estava a aumentar o problema da vizinha.

Ainda assim não tínhamos a certeza se seria da minha tubagem ou da tubagem principal. Não tínhamos alternativa, o buraco na minha casa de banho tinha de ser feito.

Nada melhor para uma folga do que conviver com um martelo pneumático dentro de casa e com muito pó.

Quando vi o buraco senti vontade de chorar, mas por outro lado um alivio. Estava tudo seco, portanto não tínhamos culpa.

De qualquer forma tinham de descobrir o "culpado" para se resolver a situação e pagar as obras.

Depois de vario contactos conseguiu-se descobrir um familiar da dona do apartamento por baixo de mim. Não havia alternativa e teve de ser feito novo buraco. Tudo seco . 

Restava o 5º andar, o tal que todos diziam não ser o "culpado".  Era mesmo lá. 

Há cerca de 2 anos tinham feito obras e resolveram fazer a canalização exterior. Azar dos azares a pessoa que fez o trabalho furou a tubagem em 2 sítios. Durante todo esse tempo não houve vestígios de agua nos outros apartamentos porque não morava mais ninguém nos andares de cima.

Chegou aqui a "Je" e começaram os problemas.

2 Meses depois o problema foi resolvido, mas as obras ainda não foram feitas. Aguardo ainda a vinda do perito do seguro do tal canalizador que fez  a porcaria o trabalho mal feito. 

Rezo agora que aceite a culpa e dê ordem para as obras avançarem.

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No outro dia dizia eu ao Miguel " Até podemos comprar uma mansão novinha em folha que as infiltrações e fugas de agua lá estarão". Esta saga faz parte da nossa vida

 

 

 

 

Depois do entusiasmo da escritura da casa fiz uma lista do que tínhamos para tratar.  Tratar da instalação do contador da luz e da agua era prioritário. 2 dias depois já tinha agua, luz e o pedreiro já tinha iniciado as obras. No dia seguinte recebo um telefonema da empresa de condomínio a perguntar se já tinha agua. Depois de eu confirmar diz-me para ir até ao apartamento pois havia alguns vizinhos que estavam com a agua a sair do respiradouro da casa de banho. Fiquei em pânico e lá fui.

Encontrei uma torneira aberta. Aparentemente havia um tudo roto que deixava passar agua para alguns vizinhos. A solução era colocar tubos novos. Contactamos o canalizador e o problema ficou resolvido... durante uns tempos.

Depois de muitas varias peripécias desagradáveis e muito stress lá fomos nós para a casa nova. As obras ainda não estavam terminadas graças ao pedreiro "cumpridor", mas tínhamos de entregar a antiga e optamos por ir conviver com muito pó e bastante barulho.

Já lá estávamos há uns dias quando recebo novo telefonema da administração do condomínio. Estava novamente a aparecer agua em alguns vizinhos. Eu perguntava "mas como é possível se temos a tubagem exterior e não me aparece nenhuma fuga? O contador também não mexe com as torneiras fechadas".

Não me sabiam responder, mas visto termos sido os últimos a vir morar para o prédio deduziam ser um problema daqui.

Foram alguns dias com testes. Só podíamos utilizar uma casa de banho por dia. Uns dias aparecia agua outros não. Ainda questionamos se não seria do 5º andar, uma vez que não vivia ninguém no 6º nem no 8º e eu estava no 7º. Todos os envolvidos achavam que não podia ser pois tinham feito a canalização exterior e antes de nós irmos para lá nunca tinha havido problemas.

Como se não bastasse o chão começou a levar numa das zonas do corredor. Na minha ideia ali estava a prova de que havia realmente uma fuga. Já imaginava o chão da minha casa cheio de agua e o tecto da vizinha por baixo a cair. Infelizmente a dona encontrava-se no estrangeiro e não havia contacto de ninguém para ir verificar.

Não tive alternativa se não accionar o seguro multi riscos. Confesso que me senti uma "criminosa" quando foi ao banco preencher a papelada. Tínhamos feito o seguro à cerca de 1 mês e já o ia accionar.

O perito veio e depois de eu lhe explicar tudo diz-me que teríamos de fazer mais pesquisa uma vez que nada garantia que o problema seria dali.

Chamei o canalizador para dar opinião e segundo ele a única alternativa era rebentar com a parede da casa de banho pois o problema deveria ser na tubagem dos esgotos. E ai já se colocava outra questão "seria na minha própria casa ou seria na tubagem comum?"

Nesse caso passaria a ser da responsabilidade do condomínio resolver o problema, ou seja accionar o seguro. 

Durante uns tempos a minha casa era uma casa aberta tal era o entra e sai. Umas vezes do meu canalizador, outras do canalizador do condomínio, dos peritos do seguro e de alguns vizinhos.

Não queria acreditar que depois de ter tudo arrumado, de me ter livrado raio  do pedreiro iria ter de começar novamente a conviver com obras.

 

 

 

 

Desde a compra da minha casinha que ando numa fase negra. Seria suposto esta nova fase trazer-me alegria e bem estar.

Deixei que os vários imprevistos me retirassem as forças e animo. Que me fizesse sentir incompetente e desmotivada até a nível profissional. Conseguem compreender se vos disser que sinto que sou uma ingrata ? Para com quem? Nem eu sei...

Com Deus, com o universo? Não sei.

Tanta gente sem emprego e eu a questionar-me...

Tendo eu um emprego seguro ( aparentemente), um emprego  de que gosto, sabendo eu que sou uma boa profissional e que muitos me consideram boa profissional como posso eu sentir-me frustrada profissionalmente? Como posso eu questionar se este é o caminho que quero seguir?

Necessito urgentemente de me sentir viva, com a garra que sempre tive, que o meu coração passe a trabalhar normalmente (sem as pancadas aceleradas) e descobrir o caminho certo.

 

 

e faz-nos desanimar, cria-nos grande frustração e faz-nos perder a vontade de fazer o que gostamos. 

Durante varias semanas não tenho passado pelo blog, nem passado pelos blogs que tanto gosto. Confesso que não é por falta de tempo, mas isto de ter de voltar a conviver com pedreiros, canalizadores e peritos de seguro deixa-me sem animo.

Hoje passo apenas para desejar um FELIZ NATAL e pedir desculpa por não o fazer individualmente nos vossos blogs.

Espero regressar rapidamente...

Quando iniciamos a compra de casa e decidimos fazer obras para melhoramento e meti na cabeça que só depois delas prontas é que para lá ia. Esqueci-me que os planos normalmente saem furados. E saíram.

As obras atrasaram, como todas as obras e para não pagarmos mais um mês de renda de casa resolvemos mudar antes de tudo estar pronto. Faltava apenas colocar o chão no corredor e num dos quartos. Nessa altura já tínhamos trazido quase todas as coisas que cabiam nos carros. Passei a ter a casa antiga apenas com os colchoes no chão, mobiliário pesado e os electrodomésticos. Já a nova passou a estar neste estado 

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Depois de alguns dias em que a decoração da sala era com caixas, caixinha e caixotes, sacos e saquinhos finalmente ficou pronta.

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Quase um mês depois aqui estou novamente.

Depois de muitas peripécias já me encontro na casa nova, mas hoje não vou escrever sobre isso, mas sim sobre algo que me revolta bastante. Falo dos contractos temporários. Daqueles contratos em que as pessoas têm um pé dentro da empresa e outro fora. Daqueles em que transformam o colaborador em descartavel. Daqueles em que a pessoas não podem fazer planos, não podem ter objectivos e que vivem com coração nas mãos.

No que se refere ao empregador esses contractos vieram dar-lhes segurança, menos preocupação e pouco ou nenhum respeito pelo trabalhador.

Desde que a minha filha começou a trabalhar foi sempre com contractos temporários. Houve alturas em que esteve a apenas 2 dias, outros em que esteve semanas e outros meses no mesmo sitio. Empresas que nunca mais a chamaram e outras que a voltaram a chamar varias vezes.

Sempre que regressava havia a esperança que era daquela vez que assinaria um contracto de trabalho sem ser temporário. Não era, nunca foi.

Normalmente uns dias antes a empresa de trabalho temporário telefonava a informar que dai a 4 ou 5 dias ficaria sem trabalho. 

Hoje era dia de ir começar às 16 horas e cerca das 11 horas telefonam a informar que não iria mais.

Pergunto eu onde está o respeito pelas pessoas?

5 Horas antes avisam que está desempregada...

Como se pode constituir família? Como se pode pensar em comprar uma casa ou um carro? Como se pode ter esperança no futuro?

 

 

Analisando a situação que me aconteceu esta manhã chego à conclusão que o meu carro só me quer bem.

Depois de ter passado o inferno a noite  de Domingo para Segunda-Feira envolta em stress e ansiedade ( como se não fosse quase o meu estado normal) à aguardar que fogo se decidisse se ia avançar os poucos metros que faltavam para chegar ao Lar onde trabalho, depois de ter passado a Segunda-Feira sem dormir porque tinha situações a resolver eis que o carrinho decide que hoje não me deixava ir trabalhar.

Aguardo a chegada do reboque para levar o "menino" ao médico mecânico.